Será que é uma “boa” entrar no plano de previdência privada da empresa?

Uma coisa é certa: vamos querer aposentar ou ser forçados parar de trabalhar um dia.
É um futuro que vai acontecer, de um jeito ou de outro. Contar com o incentivo da empresa em que você está para se preparar para o futuro já é um ótimo estímulo.

Cada empresa tem suas regras sobre quanto você pode contribuir do seu salário para o fundo de previdência privada, o tempo necessário de trabalho na empresa e, em alguns casos, escalas de tempo x porcentagens para que ela também contribua para sua aposentadoria.

Exemplo:
Você ganha R$ 10.000.
Pode aplicar 3% do seu salário = R$ 300.
A regra de benefício da empresa é que ela contribui com +50% do que você coloca, a partir de 3 anos na empresa, ou seja, mais R$ 150.
Você estará guardando R$ 450 por mês para sua aposentadoria. Ao ano, terá no fundo de previdência privada R$ 5.400, mais a rentabilidade do período.

Claro que também há regras para o saque do valor depositado pela empresa ao sair, mas você já terá aproveitado o incentivo para começar a guardar dinheiro para o seu futuro.

Muitas vezes, ao pensar em previdência privada, vem à mente a sugestão que o gerente do banco fez, dizendo ser um bom investimento. Ou então um amigo ou parente dizendo que é um péssimo negócio, pois perdeu dinheiro.

Vamos esclarecer: assim como os demais investimentos, não existe o “melhor” sem entender o contexto da sua vida financeira e o objetivo para o qual deseja guardar dinheiro.

As previdências privadas, popularmente conhecidas por esse nome, são um tipo de investimento voltado para o longo prazo, com objetivos como aposentadoria, estudos dos filhos e outros projetos de longo prazo. Elas têm características próprias, como tipos, regras e investimentos em fundos com perfis de risco variados (baixo, moderado, alto e variável). Esse fundo deve ser analisado considerando sua rentabilidade histórica, taxas de administração e regulamentos.

Vou explicar brevemente os dois tipos de previdência que existem: PGBL e VGBL.
• VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres): a principal diferença é que o imposto de renda, no momento do resgate, incide apenas sobre os rendimentos ganhos, e não sobre o valor total aplicado.
• PGBL (Plano Gerador de Benefício Livres): o imposto de renda será cobrado no momento do resgate, sobre o valor total aplicado. Esse tipo permite a dedução de até 12% da renda tributável para quem faz declaração completa e é contribuinte do INSS (CLT) ou do regime de servidores públicos.

Aqui cabe uma avaliação: se você é CLT e faz a declaração completa de IR, a contribuição para a previdência PGBL reduz a base de cálculo do imposto, junto com outras deduções (saúde, educação, dependentes). Isso diminui a alíquota efetiva do IR, o que, na prática, significa pagar menos imposto no presente.

O imposto de renda será cobrado no resgate (parcial ou total) ou no recebimento do benefício, conforme o regime de tributação escolhido (regressivo ou progressivo), que considera o tempo e o valor aplicado.

A carência é de 60 dias entre resgates parciais, ou seja, se precisar de parte do dinheiro, só poderá resgatar novamente após esse intervalo.

Além da parte mais técnica, sempre lembro, às pessoas que atendo nas consultorias financeiras que, mesmo pensando que o dinheiro guardado possa servir para necessidades antes da aposentadoria, não é assim que deveríamos encarar a previdência.

A divisão entre objetivos de curto e longo prazo é fundamental no planejamento financeiro. Essa estratégia é essencial para que você aproveite os incentivos e rendimentos da previdência sem comprometer o dinheiro que precisará para outras necessidades ou oportunidades.

O planejamento fiscal anda junto com o planejamento financeiro. É importante reavaliar anualmente as capacidades de reserva e rendas tributáveis para decidir os aportes nas previdências privadas.

Se precisar de apoio para o seu planejamento financeiro e fiscal, seja para aproveitar o benefício fiscal no IR ou começar a guardar para a aposentadoria no próximo ano, marque uma conversa inicial, sem custo.

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